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Jul 19

É tempo de parir a si mesma!

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o feminino

Fazemos tanto em nome da liberdade, mas raramente a procuramos em um ambiente interno.

Ser livre está ligado a um conceito externo, quase como uma revolta, como uma criança que separa uma trouxa de roupa para fugir de casa.

Não percebemos que estamos tão profundamente condicionados, que estaremos enjaulados onde quer que estejamos – a não ser que identifiquemos e abandonemos, uma a uma, as crenças limitantes.

E essa questão é muito urgente em relação às mulheres. Existem, no universo feminino, construções sociais, familiares e publicitárias que nos fazem orbitar entre conceitos inatingíveis, que nos fazem renunciar às nossas vontades, que nos fazem viver em constante adaptação.

Mas nós nunca seremos a mulher do anúncio da revista – nem ela mesma será.

Nós somos as mulheres que molham a barriga na pia. Nós somos as mulheres que começam a dieta na segunda e juram que vão se exercitar. Nós somos as mulheres que se entregam ao prazer do marido, ainda que com dor, ainda que sem vontade, ainda que sem carinho. Nós somos as mulheres que lideram corporações e sofrem de insônia. Nós somos a exaustão com um sorriso no rosto. Nós somos as mulheres que, acuadas e amedrontadas, cheiram os colarinhos das camisas e checam as mensagens do celular enquanto o marido toma banho.

Quem, senão nós mesmas, consegue compreender a profundidade do nosso cansaço? Quem, senão nós mesmas, será capaz de dizer o que nos faz bem e o que nos faz feliz? Quem, senão nós mesmas, poderá decidir que vai amar a si mesma, antes de se dedicar ao outro?

Percebam o quanto o nosso sacrifício pessoal está voltado à satisfação das expectativas masculinas. Percebam o quanto agimos com o único intuito de manter um relacionamento, um homem satisfeito – e, quando esse relacionamento acaba, não resta mais nada, somos poeira, somos sombra, somos frustrações.

Estamos carentes de nós mesmas. Estamos carentes da nossa feminilidade. Estamos carentes da nossa conexão com a terra, com a natureza, com a lua. Estamos carentes de relação com o nosso corpo, com o nosso sangue, com os nossos ciclos.

Ser mulher e ser livre não significa provar que somos independentes ou capazes de fazer tudo o que os homens fazem – muito pelo contrário! Essa é uma crença deveras limitante! Ser mulher é abrir-se a um universo mágico!

Significa resgatar a feminilidade em toda a sua exuberância.

Significa honrar o nosso lado masculino e acolhê-lo com graça, permitindo-lhe passagem sempre que for necessário.

Significa ser forte o suficiente para não conter os nossos sentimentos.

Significa reconhecer em si todos os elementos da natureza.

Reside em nós o segredo da criação. Reside em nós a força criativa. Reside em nós a capacidade de nutrir, de gerar, de multiplicar.

Somos o veículo de todas as almas que desejam nascer. Somos o colo. Somos a sabedoria. Somos o sexo. Somos o alicerce.

É tempo de parir a si mesma!

Fonte: https://www.facebook.com/talita.rebello?fref=nf

 

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