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Jul 13

Somos todos Chaves

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 EU SUPERIOR CRUZ DE MALTA

Quando eu era pequena eu desejava ter superpoderes… certamente para prover a humanidade de sorvete de morango com calda de chocolate, materializar um unicórnio falante ou um Papai Smurf na casa de cada criança.

Não demorou muito para que eu descobrisse que os desenhos, os filmes e os mágicos não passavam de ilusões, de fantasias. A vida real era diferente, precisávamos trabalhar muito para sermos abundantes; precisávamos sofrer para merecer; precisávamos nos sacrificar pelo outro para que merecêssemos o reino dos céus – lá, sim, seríamos reis.

Mas aconteceu uma coisa no caminho que me fez mudar de ideia.

Contaram-me que eu era feita de Deus e que, de fato, havia em mim superpoderes, se assim eu desejasse.

Para manifestá-los eu precisaria me posicionar. Caminhar na contramão do mundo, no contrafluxo social. Reconhecendo e sendo essência. Cabeça erguida e confiante.

Para manifestá-los seria indispensável me libertar das crenças limitantes, afinal Deus é ilimitado e age de formas inimagináveis.

Essa foi/é a parte mais difícil, a mais interessante (neste ponto a vigilância é ser constante).

Descobri que o ser humano não era livre em nenhum momento da sua vida. Estávamos absolutamente condicionados a “agir” de determinadas formas, aceitando o sofrimento como a forma mais nobre de lapidação da alma, dando ao outro o que não tínhamos, encarando o sacrifício como a forma de caridade mais apreciada por Deus, etc.

Havia, portanto, opções que sequer eram consideradas, que não existiam para nós. Conhecíamos e considerávamos apenas as possibilidades previstas pelo sistema.

Nesse ponto eu já conseguia, claramente, mudar a realidade à minha volta. Eu era como um momento fora do tempo na “vida real”. Eu era um respiro, uma janela, uma oportunidade. As minhas ideias eram loucas, subversivas, conspiratórias… mas não é que eram leves, divertidas, excitantes? Será que era mesmo possível viver assim?

Mas ainda faltava alguma coisa, uma chave que eu não tinha encontrado.

Até que eu descobri que cada pessoa é uma chave na minha vida. Que cada uma delas opera um milagre diferente em mim. Que é a união do mim e do você que a mágica acontece de verdade.

Todos nós alternando entre o dar e o receber, em espírito de colaboração, agindo em generosidade.

Abençoadas chaves, a fechadura está sempre pronta para o próximo movimento.

Arrisquem-se!

Talita Rebello

18/05/2016

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